Ameaça ou promessa Acção judicial colectiva de $50 milhões contra conselheiros anti-católicos no TCDSB

TORONTO – A maioria silenciosa parece que não vai continuar calada.

No dia 21 de Maio de 2021 o Supremo Tribunal do Canadá (SCC) proferiu, por decisão unânime, que os direitos constitucionais das organizações religiosas, estão livres da interferência do Estado em questões de doutrina e dogma.

Doutrina e dogma estão no cerne de um sistema de crenças ou fé que determina como as pessoas escolhem viver as suas vidas, construir e nutrir uma cultura que orienta os relacionamentos interpessoais e sustenta uma estrutura de valores.

As escolas são essenciais para esse processo.

Os católicos não estão dispostos a desistir deles.

O sistema escolar católico, embora não fizesse parte, diretamente, da decisão do Supremo, estava na mente daqueles que recorreram para essa instância, assim como alguns dos seus tradicionais adversários, senão “inimigos”, que se apresentaram como intervenientes: Associação Canadiana de Liberdades Civis, British Columbia Humanist Association e EGALE Canada Human Rights Trust (“face publica” do movimento LGBTQ).

Efectivamente, a decisão disse-lhes que eles não podem exercer nenhum direito sobre as escolas católicas e reafirmou a autoridade do Magistério para determinar o “carácter” das escolas católicas.

Em Toronto, ativistas radicais que haviam assumido o controle do Conselho e de cargos de administração, podem por consequência ser sujeitos a contra-medidas legais.

A 22 de Maio, três dias antes, que as partes – que saíram vencedoras da decisão do Supremo (SCC) – publicassem o seu comentário público sobre a sentença, O Conselho Escolar Católico do Distrito de Toronto foi notificado “Aviso Formal”  que alguns católicos estavam prontos para se reapoderarem daquilo que lhes pertence, por lei.

O seu autor, Mark Evans, ex-editor de jornal e diretor profissional de comunicações, parece estar bem fundamentado juridicamente quanto a informações e decisões.

Ele já tinha alertado que no dia 1 de Junho de 2021 daria entrada com um “processo de $50 milhões contra qualquer conselheiro ou administrador que votou a favor – ou autorizou, ilegalmente, o hastear da bandeira anti-católica de ‘perversão sexual- confusão de gênero’, em frente da cruz de Cristo em qualquer escola católica da Arquidiocese de Toronto”.

O Sr. Evans recusou expor por email, mas o tom da linguagem sobre o debate já começou a mudar.

O azedume expresso no restante da carta é bem  palpável (não transcrevemos tudo) e avisa diretamente que o autor – e os outros por quem supostamente fala – “…não sofrerá silenciosamente…o vosso ataque anti-católico contra nós que somos fiéis católicos.”.

Praticamente todas as organizações católicas mais conhecidas – incluindo a Liga Católica dos Direitos Civis, Mulheres Reais, PAFE, Cardeal Collins – mais a mídia tradicional (CBC,CTV), foram informadas e receberam cópias.

Se o Sr. Evans seguir em frente, este processo multimilionário contra os “conselheiros dissidentes” será anexado a outros já existentes ou em preparação contra o TCDSB e os “conselheiros dissidentes” – cuja legitimidade para ocupar os cargos foi contestada, mas permanece sem solução.

Sendo claro: o Corriere Canadese e o seu editor, entraram com uma ação contra quatro conselheiros por calúnia e difamação na imprensa.

As escolas permanecem fechadas.

A programação para este ano e para o próximo mês de Setembro, parece ter sido adiada mais uma vez.

Nada disto parece preocupar o Diretor de Educação ou os “conselheiros dissidentes” .

Eles estão ocupados com “cerimonias virtuais” para celebrar a inauguração do Mês do Orgulho.

O Sr. Evans e pessoas como ele, prometem não parar.

Tradução: Carlos Lima